quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Mazelas
A miséria humana
Permeando o mundo
Em cada canto
Por todos os lados.
As sequelas humanas
Em todos os lugares
O sorriso e a ferida
Ao longo da jornada.
No mundo da dúvida
A morte é a certeza
Viver nesse mundo
Exige esperteza.
As lágrimas se escondem
Debaixo de destroços
E a vida continua
Sorrindo para a morte.
À luz da Loucura
Sinto o cheiro da boemia
Que inebria minha mente
Entre um pega e um trago
Muitas histórias a contar
Dançando em volta do fogo
O pensamento pega carona
Na fumaça que entra na mente
E o instinto já não sente
Fluem naturalmente
Palavras desatinadas
Desmedidas, condenadas
A fome e a sede
Incompreensível aos olhos sem brilho
À luz da loucura
Tudo se torna mais inteligível.
Lugares errados
Nem Helena, nem Falena
O misto da loucura e lucidez
Uma dose de luxúria e sensatez
Uma face do pecado
Outra, do sagrado
No clarão da lua,
Quer raios de sol
Busca seu lugar
Não pertence a nenhum lugar
Mas está por todo lugar
Nas guerras acompanha as tropas
E quando a guerra acaba
Com Clio e Mnemósine
Volta pra casa
Em Ares procura a paz
Nas guerras busca por Eros
E quando Dionísio encerra a festa
Livre retorna pra casa
Carregando consigo a solidão.
Distante
Pensamentos que só ousam pensar
Não são suficientes às palavras
O Centauro cavalgou para longe
E o Leão ficou pra trás
Tão distante a reinar
Em sua floresta sozinho
As crinas ao vento
Os cascos sempre à postos
E sem olhar pra trás
O Centauro segue em frente
E tão longe nos campos onde corre
Livre e destemido...
Pensa no Leão
E dispensa suas lágrimas
Solitárias a ele...sem nunca parar
E ritualiza suas lembranças
À sombra das árvores
Sob as folhas do outono.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)